Resenha #44 "Melhor que Chocolate" (@UnicaEditora)


Amor. Chocolate. Paris. Que atire a primeira pedra quem não gostaria de ter essas três coisas misturadas em meio a uma aventura inesquecível. Pois é mais fácil do que parece, basta abrir este delicioso (sem exageros) romance de Laura Florand. Cade Corey é uma jovem executiva que cuida do negócio bilionário de chocolate da família, uma empresa popular nos Estados Unidos. Ela sonha em construir uma linha premium de seus produtos, e, como boa conhecedora do seu negócio, sabe que encontrará o chocolate perfeito em Paris. Na verdade, o chocolate perfeito está, mais especificamente, nas mãos igualmente perfeitas de Sylvain Marquis, o melhor chocolatier da cidade. O problema é que Sylvain se recusa a associar sua arte a uma grande empresa que só pensa em destruir sua técnica para reproduzi-la em grande escala. Isso para ele é um insulto, e não uma proposta! Contudo, embora o francês jure que está em paz para tocar a vida, aquela americana teimosa não lhe sai da cabeça. E Cade sente o mesmo: adoraria simplesmente fechar negócio com outro especialista parisiense, entretanto, não consegue esquecer os olhos cortantes de Sylvain e sua personalidade arrogante, porém tão viciante quanto seus doces. Paris está prestes a ficar pequena para o que existe entre eles. Pegue uma boa xícara de café e saboreie tudo aquilo que é melhor que chocolate. Você não vai se arrepender!


Melhor Que Chocolate



Melhor Que Chocolate
Amor e Chocolate - Livro 01
Laura Florand
Ano: 2015
Páginas: 288
Editora: Única







Oie pessoal, tudo bem?

Quando vi o lançamento desse livro, imaginei que seria um romance fofo, daqueles de derreter os corações, mas não foi nessa linha que a Laura Florand escreveu “Melhor que Chocolate”.

Cade Corey é a herdeira do império das barrinhas de chocolate batizadas com o seu nome. Seu avô é uma figura, nas poucas horas que ele aparece na trama, é diversão garantida. Imagine um senhor na casa dos 80 anos querendo ser espião do chocolate e invadir as empresas rivais? Como não sorrir com a ideia, rsrs.

Voltando para a trama, as barrinhas são comercializadas de forma popular, em mercados, em máquinas de doces e etc. O sonho de Cade é criar uma linha premium, para dar mais glamour à sua empresa. E existe forma melhor para isso, a não ser contratar o melhor chocolatier de Paris?

Cade vai para Paris totalmente convicta que Sylvain Marquis irá aceitar de braços abertos a sua proposta de comercialização em larga escala de seus famosos chocolates. Só que o francês, não só rejeita a oferta como trata Cade com a maior frieza e arrogância.

Para alguém que não estar acostumada a ouvir negativas, isso é intrigante para Cade. Mas a mesma não se deixa abalar e vai procurar o segundo melhor chocolatier de Paris e para sua surpresa também recebe um sonoro não. Para Cade isso é um completo absurdo, ninguém naquela cidade se rende às suas propostas milionárias!

Como estava tão convicta do sucesso com a futura parceria com Sylvain, Cade tinha alugado um apartamento em frente a sua empresa, assim não perderia tempo durante as reuniões de formalização do contrato. Graças a esse fato, Cade descobre no dia seguinte a sua vergonhosa recusa, que haverá uma oficina para turistas no laboratório de Sylvain. Uma excelente oportunidade de entrar, literalmente, no mundo do chocolate.

Cade suborna uma mulher na fila (e que suborno viu!!) e troca de lugar com ela. Mas assim que Sylvain entra no laboratório, a reconhece e diz o seu nome em alto e bom som, para desconcertá-la na frente dos demais. Começa aí o jogo de gato e rato dos protagonistas e Sylvain não permite que Cade participe da segunda parte da oficina, no período da tarde, o que a deixa mais revoltada e humilhada.

Só que antes de devolver o jaleco que estava usando, Cade ficou com um molho de chaves da loja. Tinha ali em suas mãos a chance de entrar na loja e vasculhar o que bem entendesse no laboratório do arrogante francês.

O que será que Cade vai fazer? Vai agir com ética ou seguirá os passos de seu avô doidinho e virar uma ladra e espiã de chocolates?

Bem, galerinha esperava mais desse livro. Estava gostando do enredo, mas depois com o desenrolar do mesmo, tive a sensação que estava lendo um livro de banca um pouco mais elaborado. Isso me decepcionou...

Cade é teimosa que nem uma porta, Sylvain traumatizado com desilusões de relacionamentos passados, fora as cenas do casal que foram desnecessárias as descrições, lembra banca ou não?

Gostei dos personagens secundários, como o avô de Cade, o blogueiro culinário que aparece só para estressar Sylvain. É uma trama que gostaria que fosse adaptada pro cinema, acho que essa fórmula cairia como uma luva naquelas comédias românticas que Hollywood sabe fazer como ninguém! 

Para conhecer o segundo livro da série clique aqui.

Pontuei com 3 estrelas, por ter sorrido em algumas passagens, por ter gostado do mote da trama, mas o todo foi decepcionante, esperava mais...






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[Divulgação] Encontro de fãs de Romances de época (@editoraarqueiro)




A Editora Arqueiro programou para o dia 30/05 um Encontro de fãs de Romances de Época em 28 cidades!!

Clique aqui e confirme sua presença!





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[Divulgação] Mochilão da Record: 10 cidades e 7 convidados especiais!



 

Confira as datas, regras e informações e confirme sua presença no Facebook:

29/05 –> Fortaleza (Convidada Especial: Ana Lima, Editora Executiva da Galera Record.)

30/05 –> Recife (Convidada Especial: Ana Lima, Editora Executiva da Galera Record.)

31/05 –> Salvador (Convidada Especial: Ana Lima, Editora Executiva da Galera Record.)

05/06 –> Porto Alegre (Convidada Especial: Bianca Briones, autora de As Batidas Perdidas do Coração e O Descompasso Infinito do Coração.)

06/06 –> Florianópolis (Convidada Especial: Melina Souza, do Blog Serendipity.)

07/06 –> Curitiba (Convidada Especial: Melina Souza, do Blog Serendipity.)

11/06 –> Brasília (Convidada Especial: Carina Rissi, autora best-seller de No Mundo da Luna, Procura-se um marido e da série Perdida.)

12/06 –> Rio de Janeiro (Convidada Especial: Brittainy C. Cherry, autora de Sr. Daniels.)

13/06 –> Belo Horizonte (Convidada Especial: Marina Carvalho, autora de Elena.)

14/06 –> São Paulo (Convidada Especial: Brittainy C. Cherry, autora de Sr. Daniels.) 

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Li no Kindle # 27 "A Bandeja" (@editoraarqueiro)



A Bandeja conta a história de Angelina, jovem de 19 anos, que ao entrar para a universidade, inicia um apaixonado envolvimento amoroso com um de seus professores, Alderico - mais conhecido por Rico. Por conta de toda a avassaladora e descontrolada paixão que envolve esse relacionamento, Angelina começa a viver somente para Rico, colocando seus estudos, seus amigos, sua família, sua religião e até mesmo a si própria em segundo plano.
Angelina é evangélica por tradição familiar e não exatamente por convicção religiosa. Porém, inesperadamente, tem um estranho sonho, cujas revelações possuem um forte e marcante significado, que ela somente conseguirá compreender mais tarde. Quando a grande verdade é revelada para Angelina no momento certo, ela finalmente compreende o que significa o amor de Deus em sua vida.
A Bandeja  

A Bandeja
Qual Pecado Te Seduz?
Lycia Barros
Ano: 2010
Páginas: 251
Editora: Atitude




Oie pessoal, tudo bem?

Esse foi o primeiro contato que tive com a escrita da Lycia Barros. Sempre li elogios, mas ainda não tinha tido interesse em ler algo de sua autoria.

Por conta do Desafio no clima do mês de fevereiro, sim a leitura foi realizada já tem um tempinho (risos), cujo o tema era “volta às aulas”, resolvi optar por A Bandeja, já que a trama desenrola-se em uma universidade.

Pois bem, como diz a sinopse Angelina torna-se uma universitária, até aí nada de extraordinário. Mas a protagonista é uma garota do interior, que sempre viveu em conformidade as regras da família, frequentava a igreja dos pais e etc. Diante de Angelina, abre-se um leque de opções e oportunidades, cabendo a ela, somente a ela decidir e arcar com suas atitudes.

Angelina conhece Michele, sua colega de quarto, pois vai residir em uma república de estudantes. O ambiente da mesma choca Angelina que não está acostumada com baladas e festas.

Rico é professor na mesma Universidade que Angelina vai estudar e por uma coincidência acabam se conhecendo antes da aula e surge uma atração em ambos. Angelina deixa-se levar pela paixão e entrega-se de corpo e alma para o seu professor de linguística, sem pensar nem medir as consequências de seus atos.

Nesse ínterim da paixonite de Angelina e Rico, a mesma tem sonhos enigmáticos, onde coisas lhe são oferecidas em uma bandeja por seres estranhos.

O romance dos dois aumenta de forma desenfreada, até que Angelina descobre algo do passado, que influencia em muito o presente de Rico. Descobre a verdadeira personalidade do mesmo e comete um erro, atrás do outro.

Em Petrópolis, Angelina tinha amizade com um casal de irmãos que frequentavam a mesma igreja de seus pais. Os mesmos são muito importantes para ajudá-la nesse relacionamento doentio com Rico, principalmente Dante.

Esse é um livro que fala de fé, sem incitar para igreja “a” ou “b”. Fé em Deus e em seus ensinamentos. Angelina não tinha um relacionamento com O Criador, apenas seguia seus pais, então quando se viu diante de várias dificuldades não soube reagir corretamente. Afundou-se mais e mais em seus erros.

A autora também faz alusão a termos uma base, um alicerce moral e ético. Angelina não pensa duas vezes antes de agir, não lembra nem da educação formal que recebeu dos pais. Algo que infelizmente vemos de sobra em nossa sociedade.

Uma leitura válida independente da sua filosofia de vida. Existem trechos das Escrituras Sagradas, mas nada que force a barra, caso alguém esteja torcendo o nariz, rsrs. Sou cristã e entendi todo o contexto criado pela autora.

Li a edição da Altitude, mas a Editora Arqueiro o relançou em 2014 com a seguinte capa:
 A Bandeja


Quotes:

"Minha vida toda fora monitorada por meus pais e eles falavam de casamento como algo tão puro que chegava a ser entediante. Eu não sabia que poderia sentir algo assim, uma desenfreada vivacidade."

"- Doente de amor... Sabe quando você está apaixonada e parece que tem uma manta protegendo seu coração? Pois é, arrancaram minha manta."

"Aprendi que escolher o errado é sempre mais fácil, as coisas boas e permanentes nem sempre são as primeiras a aparecer. Se dependermos de Deus não cometeremos os mesmos erros de quando somos independentes Dele. As escolhas são nossas... Rejeite a maldição e a benção te alcançará".


 


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Pra começar a semana bem...





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Li no Kindle #26 "Mil Dias em Veneza" @sextante

Este livro pode parecer um conto de fadas, mas é uma história de amor verídica – o amor entre uma mulher e um homem, o amor pela comida e o amor por uma cidade.
Por muito tempo, Marlena de Blasi resistiu a ir a Veneza. Até que, em 1989, seu trabalho como chef e crítica gastronômica tornou impossível continuar adiando a viagem. Assim que pôs os pés na cidade, ela ficou completamente seduzida. Seu encantamento foi tão grande que decidiu voltar todos os anos.
Desde aquela primeira visita, Marlena sempre tinha a sensação de que estava indo a um encontro. Em 1993, o encontro finalmente aconteceu. Ela almoçava com amigos quando um garçom se aproximou e lhe disse que havia uma ligação para ela. Do outro lado da linha estava Fernando, um veneziano que, um ano antes, vira Marlena passeando pela Piazza San Marco e se apaixonara à primeira vista.
Alguns meses depois, Marlena largava toda a sua vida nos Estados Unidos e se mudava para Veneza, para se casar com o “estranho”, como costumava chamar Fernando.
Ele não falava quase nada de inglês. O italiano dela se resumia a algumas palavras relacionadas a comida. Ele abrira mão de seus sonhos e levava uma vida monótona e previsível. Ela era mestre em recomeçar e se reinventar. Ele gostava de tudo muito simples, inclusive as refeições. Ela adorava cozinhar pratos elaborados.
À medida que eles superam essas diferenças e Marlena vai se familiarizando com as peculiaridades da cultura veneziana, os leitores são presenteados com uma descrição deliciosa e às vezes cômica de duas pessoas de meia-idade que, apesar de tudo, conseguem criar uma relação maravilhosa.
Em Mil dias em Veneza, Marlena evoca vividamente as imagens, os sons e os aromas de uma das cidades mais românticas do mundo e divide com os leitores as receitas que estiveram presentes em alguns dos momentos mais importantes de sua vida. 

 Mil dias em Veneza 


Mil dias em Veneza
Marlena de Blasi
Ano: 2010
Páginas: 231
Editora: Sextante







Oie pessoal, tudo bem?


Em março o tema para o Desafio no clima do mês foi: Um livro com uma mulher como protagonista. Então, olhando as opções que tinha em casa, optei por “Mil Dias em Veneza” de Marlena de Blase. Vamos conferir a minha opinião?

Acho difícil resenhar uma biografia, já que esse livro possui uma parte da vida de Marlena. Todos os personagens são reais, e não possuo o direito de opinar sobre suas escolhas e decisões, pois no fundo, no fundo, não conheço as verdadeiras motivações de cada um, apenas li a versão da autora e toda história possui dois lados, ou seja, duas versões.

Marlena era uma mulher sossegada com a vida que levava, possuía uma boa posição financeira, um trabalho que a satisfazia e não estava em busca de aventuras amorosas.

"Tudo que sei é que eu não me apaixono, nem à primeira vista, nem a meia vista, nem com facilidade, nem com o tempo. Meu coração está simplesmente enferrujado por causa das velhas engrenagens que o mantém fechado."

Desde 1989 passou a visitar Veneza anualmente e em 1993 é abordada por um estranho que diz-se apaixonado por ela, desde o ano anterior quando viu o seu perfil. Quem não estranharia tal situação? Por isso mesmo, Marlena passa a chamá-lo de o “estranho”, que na verdade, chama-se Fernando. 

A partir daí temos o desenrolar dessa relação. Como Marlena largou tudo, tudo mesmo! Emprego, casa, estabilidade e lançou-se no desconhecido ao lado do “estranho”.

Marlena viveu em Veneza ao lado de Fernando em torno de mil dias e conta para o leitor de forma detalhada como foi o seu cotidiano e adaptação a uma nova cultura. Achei incrível como os hábitos, costumes e tradições são diferentes. 

"Na Itália, ambição é uma doença que ninguém quer pegar."


Fiquei a imaginar o quanto ela se sacrificou para viver em Veneza. Pois uma coisa é ir fazer turismo e desfrutar de todo o glamour que essa cidade romântica oferece e outra, totalmente diferente, é viver debaixo de novas regras e costumes de uma sociedade completada diferente da sua nacionalidade. 
 
Fernando é um homem esquisito. Passou anos vivendo na mesmice e agora que encantou-se por Marlena, quer viver tudo o que sua alma desejar. E Marlena o segue nessa aventura.

Em alguns momentos achei as descrições da autora detalhadas por demais. Poderiam ter sido resumidos, mas é a vida dela e acredito que contar tais fatos devem ter evocados boas lembranças.

A história de Marlena e Fernando, o “estranho”, não termina no último capítulo desse livro, pelo contrário, esse volume narra o início deste amor e deixa o gancho para o segundo livro: “Mil Dias na Toscana”, que pretendo lê-lo em breve. 
Não me sinto à vontade para classificar com menos que 4 estrelas um livro biográfico. Não dei nota máxima, pois como citei acima, poderia ter resumido alguns parágrafos sobre as tradições e costumes. 
 Quotes:

"Amar Fernando é como uma única e incisiva jogada do destino que me permite ver todos os padrões que outrora me deixavam perplexa e às vezes me torturavam."

"Alguma pessoas amadurecem, outras apodrecem. Às vezes nós crescemos mas nunca mudamos."

"Pessoas mais velhas se casam por motivos diferentes das mais jovens."

"Em Veneza, lembranças novas e lembranças antigas são a mesma coisa."





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"Li Até a Página 100 e..." #4

 

Oie amiguinhos tudo bem?

O livro selecionado foi o sorteado para o projeto TBR Book Jar de maio.
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Cantinho dos Quotes #3 (@sextante)

Este livro pode parecer um conto de fadas, mas é uma história de amor verídica – o amor entre uma mulher e um homem, o amor pela comida e o amor por uma cidade.
Por muito tempo, Marlena de Blasi resistiu a ir a Veneza. Até que, em 1989, seu trabalho como chef e crítica gastronômica tornou impossível continuar adiando a viagem. Assim que pôs os pés na cidade, ela ficou completamente seduzida. Seu encantamento foi tão grande que decidiu voltar todos os anos.
Desde aquela primeira visita, Marlena sempre tinha a sensação de que estava indo a um encontro. Em 1993, o encontro finalmente aconteceu. Ela almoçava com amigos quando um garçom se aproximou e lhe disse que havia uma ligação para ela. Do outro lado da linha estava Fernando, um veneziano que, um ano antes, vira Marlena passeando pela Piazza San Marco e se apaixonara à primeira vista.
Alguns meses depois, Marlena largava toda a sua vida nos Estados Unidos e se mudava para Veneza, para se casar com o “estranho”, como costumava chamar Fernando.
Ele não falava quase nada de inglês. O italiano dela se resumia a algumas palavras relacionadas a comida. Ele abrira mão de seus sonhos e levava uma vida monótona e previsível. Ela era mestre em recomeçar e se reinventar. Ele gostava de tudo muito simples, inclusive as refeições. Ela adorava cozinhar pratos elaborados.
À medida que eles superam essas diferenças e Marlena vai se familiarizando com as peculiaridades da cultura veneziana, os leitores são presenteados com uma descrição deliciosa e às vezes cômica de duas pessoas de meia-idade que, apesar de tudo, conseguem criar uma relação maravilhosa.
Em Mil dias em Veneza, Marlena evoca vividamente as imagens, os sons e os aromas de uma das cidades mais românticas do mundo e divide com os leitores as receitas que estiveram presentes em alguns dos momentos mais importantes de sua vida. 

Mil dias em Veneza


Oie pessoal, todos bem?

Vamos para mais um Cantinho dos Quotes e o livro selecionado da vez é: "Mil Dias em Veneza" de Marlena de Blasi.


"E esse lugar, a vista dessa ponte, esse ar, essa luz. Pergunto-me se teria vontade de beijá-lo se o tivesse conhecido em Nápoles."

"Eu me apaixonei por você, não à primeira vista, porque só vi um pedaço do seu rosto. Para mim, foi amor à meia vista. Foi o suficiente. E não ligo se você achar que sou louco."

"Veneza, ao mesmo tempo em que me atrai, desperta minha desconfiança. Serão ele e Veneza a mesma coisa?"

"A vida é um conto, contabilidade - diz o bancário que vive dentro dele. - É uma quantidade desconhecida de dias preciosos que uma pessoa só tem a permissão de sacar um por vez. Não se aceitam depósitos."

"É incrível o que um homem carinhoso pode fazer para abrir um coração."

"Muitas vezes, somos nós que não deixamos a vida ser simples. Por que precisamos espremê-la, mordê-la e arremessá-la contra o que nos convencemos serem nossos grandes poderes racionais? Nós violamos a inocência das coisas em nome da racionalidade para podermos seguir sem interrupção nossa busca por paixão e sentimento. Vamos respeitar o caráter sagrado do inexplicável."


Gostaram dos trechos selecionados? A resenha sairá em breve.



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Resenha # 43 "A Última Carta de Amor" (@intrinseca)

Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento.
Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

A última carta de amor 
 
A Última Carta de Amor
Jojo Moyes
Ano: 2012
Páginas: 384
Editora: Intrínseca







Oie galerinha!

Bem, esse foi o meu primeiro contato com a escrita da Jojo Moyes. Li e leio muitos elogios em relação à mesma e não tinha como fazer essa leitura sem expectativas, nem que fossem mínimas. Pois bem, não posso negar a qualidade da escrita da autora, mas a trama já não me agradou tanto...

Seguindo o gancho da sinopse, temos três protagonistas principais: Ellie, a amante do presente, Jennifer e B, os amantes do passado.

Ellie é uma jornalista que está tentando crescer na redação, pegar matérias melhores e mais interessantes. Mas como mulher é um fracasso, pois aceita ser amante e ainda arranja desculpas para justificar a traição do cara, aff! Ela ainda acredita naquela conversa que se o cara trai, é por não ter um bom relacionamento com a esposa. Seus amigos tentam abrir seus olhos, mas é mesmo que nada.

Um belo dia, Ellie precisa acessar os arquivos antigos do jornal em que trabalha, em busca de algo legal para escrever um artigo. É assim que uma carta de amor, apenas assina por “B”, chega as suas mãos e causa o maior rebuliço em sua vida.

Ao investigar “B”, Ellie chega a Jennifer, a mulher desmemoriada da sinopse. A trama se desenrola com os flashes backs da vida de Jennifer e situações do presente de Ellie. Nos aprofundamos na vida de Jennifer após o acidente, seu relacionamento com o esposo e com “B”, que tem a sua personalidade desvendada em poucas páginas após a descoberta da primeira carta.


Essa investigação inesperada, faz Ellie refletir em sua vida, em sua ilusão de começar um relacionamento sério com alguém que já está inserido em um. A mesma só pensa na sua fantasia e esquece que existe uma terceira pessoa envolvida e que está totalmente alheia do que ocorre em suas costas e o principal: Ellie não conhece a sua versão, acredita em tudo o que seu amante conta e aceita as migalhas. Mas ela é meio cabeçona e seu amadurecimento demora para acontecer. Não posso falar mais, risco de spoilers, rs.


Jojo escreve de forma magistral, não há dúvidas! Os personagens são bem construídos e reais. Temos um vislumbre da sociedade da década de 60 com suas regras e preconceitos, principalmente em relação ao papel da mulher na comunidade. Mas a sinopse promete lágrimas e romance, bem para mim não houveram. Não derramei uma lágrima momento algum e quanto ao romance, esperava mais.

Tenho outros livros da Jojo Moyes e claro que irei lê-los, mas com os pés bem fincados no chão, rs.

E vocês já leram? Tiveram a mesma percepção que eu tive ou discordam totalmente? Comentem, estou curiosa para saber a opinião de vocês, rsrs.

P.S.: Leitura feita para o Desafio do Alfabeto, letra “u”. 






Quotes:

'-Vocês mulheres tem uma visão tão equivocada dos homens..."

"As palavras pareciam ecoar um som lá do fundo. Descreviam acontecimentos que, mesmo sem que ela conseguisse lembrar, tinham uma ressonância profunda, como as vibrações de um enorme sino muito depois de ele ter parado de tocar."

"-Mas você não é a única, é? Todo ato tem uma consequência, Ellie. Na minha opinião, o mundo se divide entre aqueles que veem isso e tomam suas decisões de acordo e os que simplesmente vão atrás do que lhes parece bom na hora."


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